O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, classificou como perseguição política grave o caso envolvendo o mototaxista e porteiro da UPA de Sousa, Natan, que afirma ter sido demitido após participar de uma reunião do Sindicato dos Mototaxistas, onde a categoria apresentou reivindicações ao parlamentar. O episódio ganhou repercussão em emissoras de rádio e nas redes sociais e levou Efraim a se manifestar publicamente em defesa do trabalhador.
A reunião teve caráter exclusivamente sindical e discutiu melhorias para a categoria, como a criação de um centro de convivência para os mototaxistas. No encontro, Natan conduziu Efraim em sua motocicleta até o local da reunião, imagem que após ser publicada nas redes sociais do Senador, passou a repercutir e provavelmente foi a razão pela qual Natan foi demitido.
No dia seguinte, conforme relatou, foi informado de que seu contrato com a Prefeitura de Sousa não seria renovado. Ao tomar conhecimento do caso, Efraim atendeu Natan para ouvir seu relato e manifestar solidariedade ao trabalhador.
“Não dá para ficar calado diante de um episódio como esse. Estamos falando de um pai de família que trabalha durante a noite como porteiro e, nas folgas, ainda exerce a profissão de mototaxista para complementar a renda da casa. Se um trabalhador é punido simplesmente por participar de uma reunião do seu sindicato, isso representa um retrocesso que a Paraíba não pode aceitar”, afirmou.
Durante a conversa, Natan relatou que sequer participou de ato político ou carreata, mas apenas de uma reunião da categoria para apresentar reivindicações.
“Eu fui porque era uma reunião do sindicato dos mototaxistas. Não tinha campanha, não tinha pedido de voto. Estávamos reivindicando melhorias para nossa categoria. No outro dia recebi a notícia de que meu contrato não seria renovado”, disse.
Efraim afirmou esperar que o episódio seja analisado pelos órgãos de controle e destacou que nenhuma gestão pública pode utilizar a estrutura do Estado para intimidar trabalhadores.
“Abusos como esse não podem virar algo comum. Não podemos permitir que pais de família sejam constrangidos ou perseguidos por exercerem um direito legítimo de participar de uma reunião sindical. Espero que esse caso seja apurado com a seriedade que merece.”
O senador também assumiu o compromisso de ajudar Natan a encontrar uma nova oportunidade de trabalho na iniciativa privada, para que ele não fique desamparado após a perda do emprego.
“Não vou permitir que esse pai de família enfrente essa situação sozinho. Vamos mobilizar parceiros para ajudá-lo a recomeçar. A Paraíba precisa virar essa página da perseguição política e construir um ambiente de liberdade, respeito e oportunidades para todos”, concluiu.











